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Informe ADEMI
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Única obra olímpica prevista para ser toda construída com recurso privado, o Porto Olímpico deve custar R$ 3,4 bilhões a investidores, segundo a Cdurp (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto), da Prefeitura do Rio. A Caixa estuda participar do projeto através de fundo de investimento imobiliário com recursos do FGTS. A operação reduziria em até 34% o custo da iniciativa privada, segundo o município.
O Porto Olímpico surgiu após o prefeito Eduardo Paes (PMDB) convencer o COI (Comitê Olímpico Internacional) a transferir unidades dos Jogos para a zona portuária.
Foram transferidas vilas de árbitros, mídia e centros de logística. Para isso, o COI exigiu a construção de 10,6 mil quartos e espaço para instalações administrativas.
A empresa que construir as instalações dos Jogos poderá vendê-las como unidades residenciais ou comerciais. A transferência aos donos será após 2016. ªÉ atípico, mas viávelº, diz o presidente da Cdurp, Jorge Arraes.
Apesar do custo alto, a Cdurp calcula retorno de R$ 4 bilhões em vendas de unidades. Haverá, segundo o município, exploração comercial de centro de convenção e hotel. Na Olimpíada, o COI pagará aluguel pelo uso. Concurso da Prefeitura e do Instituto dos Arquitetos do Brasil apontou projeto vencedor, dos arquitetos João Backheuser e Ignácio Riera. O consórcio que assumir a obra pode alterar o modelo.
A escolha do construtor será da Caixa. Ela é administradora do fundo que tem direito sobre terrenos e o potencial construtivo da zona portuária obtido por leilão em junho. O principal diálogo é com a Solace, criada por OAS, Odebrecht e Carioca. Sem o banco, a iniciativa privada terá de comprar títulos imobiliários para aproveitar o potencial construtivo.
Esta matéria tem mais de 1 ano e foi publicada originalmente em 3 de novembro de 2011
Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]