Painel Imobiliário

ADEMI realiza almoço-palestra sobre o Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha

Na tarde da última quinta-feira o presidente da ADEMI, José Conde Caldas, foi o anfitrião de um almoço-palestra com a Caixa Econômica Federal e os executivos do mercado imobiliário. Realizado na sede da ADEMI, o evento contou com a presença do gerente nacional da Caixa, Vitor Hugo dos Santos Pinto e seus assessores, que fizeram uma ampla exposição sobre o Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, com destaque para os Cepacs - títulos mobiliários, regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que permitem a construção de edifícios mais altos do que os limites atuais permitidos pela legislação. O objetivo do encontro foi explicar o potencial de desenvolvimento da área e estabelecer um networking para futuras parcerias entre o poder público e privado.

As cotas do FII PM (Fundo de investimento imobiliário Porto Maravilha), administrado e gerido pela Caixa, foram arrematadas pelo valor de R$ 3,5 bilhões. O Fundo da Caixa agora passa a negociar os títulos dos Cepacs no mercado. Todo o valor arrecadado com as vendas será repassado à Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (CDURP) ao longo de 15 anos. O dinheiro será utilizado para custear toda a operação e a Parceria Público-Privada Porto Novo, responsável pelas obras e serviços da região.

O projeto, que já está em andamento, prevê a demolição de um trecho do Elevado da Perimetral (entre a Candelária e a Rodoviária), a construção de 4 km de túneis, reurbanização de 70 km de vias e reconstrução de 700 km de redes de infraestrutura urbana. A revitalização da região faz parte das preparações da cidade para sediar as Olimpíadas de 2016. "Serão cinco anos de obras que vão mudar a cara do centro do Rio. Em 2016, essa região estará completamente diferente do que ela é hoje", disse o Gerente Nacional da Caixa, Vitor Hugo. 

O FII PM tem tudo para se tornar o maior fundo de investimento do país. Segundo Vitor Hugo, já estão em andamento aproximadamente 23 oportunidades de negócios, o que envolve aproximadamente 40% dos Cepacs. Os interessados são investidores nacionais e internacionais - europeus, americanos e do Oriente Médio. Tanto o presidente da ADEMI quanto o gerente nacional da Caixa defendem a instalação de empreendimentos mistos na área, a exemplo de Beirute, Barcelona e Hamburgo - modelos bem sucedidos de revitalização com a integração de moradia, lazer e trabalho.

José Conde Caldas finalizou dizendo que o potencial observado no entorno da área do Porto Maravilha já está sendo alvo do olhar das construtoras, exaltando a melhoria na mobilidade urbana. "Bairros como São Cristovão já experimentam a valorização que essas mudanças de infraestrutura trarão para a área". "Consequentemente, os preços dos imóveis desses locais irão ser afetados também", completou.



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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]