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Informe ADEMI
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Responsável pela coordenação dos programas sociais do projeto Porto Maravilha, Alberto Silva afirma que é fundamental aumentar a renda dos moradores da região. Isto, afirma, é o que garantirá a permanência deles por lá.
- O que acontecerá com os moradores pobres da região portuária?
- O primeiro passo foi reassentar 150 famílias que moravam em imóveis que precisaram ser demolidos para, por exemplo, permitir a abertura de ruas. As opções incluíam a compra assistida de uma casa na região, a ida para um imóvel a ser construído, o pagamento pela desapropriação ou mesmo a oferta de apartamentos no Bairro Carioca, em Triagem.
- O sr. tem ideia de quantas famílias serão induzidas a sair de casa?
- Os números mudam muito, mas identificamos outras 500 famílias que moram irregularmente por lá. Boa parte delas poderá adquirir, pelo Minha Casa, Minha Vida, habitações que serão construídas no interior de casarões. Desapropriamos imóveis na Rua da Gamboa onde serão feitas 130 unidades, 50 delas para moradores do Quilombo das Guerreiras.
- Como evitar que, com a valorização da área, es¬sas pessoas saiam de lá?
- A moradia é importante, mas é fundamental garantir que essas pessoas tenham renda, até para que não vendam os imóveis. Estamos, com o Sebrae, desenvolvendo um trabalho para qualificar a mão de obra e os serviços da região. Aquela população precisa se beneficiar das melhorias.
Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]