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Compra de imóvel ainda requer cautela

Folha de São Paulo, Mercado, 12/fev

O mercado imobiliário, que foi bastante afetado pela recessão econômica que atingiu o país até o final de 2016, deve esboçar reação neste ano, o que pode servir de janela para quem pensa em comprar um imóvel para alugar, na avaliação de especialistas.

No ano passado, o financiamento imobiliário recuou 7,4% na comparação com 2016. Neste ano, o crédito para compra da casa própria deve crescer, acompanhando a melhora do desemprego e a retomada econômica, diz André Diz, professor de economia do Ibmec/SP.

"Se o investidor tiver recurso, vai encontrar algo interessante. Mas ele pode não alugar o imóvel pelo preço que quer, considerando que o IGP-M [índice que reajusta contratos de aluguel] teve deflação no ano passado", diz. "Ele pode ter um retorno melhor em produtos financeiros."

Já o preço dos imóveis ainda não deve se valorizar tanto neste ano, afirma Francisco Levy, da associação Planejar. "Não vejo isso no curto prazo. Vai se recuperando aos poucos, mas vejo uma alta mais expressiva nos próximos dois ou três anos", diz.

Quem não tiver dinheiro para comprar um imóvel pode aplicar em fundos imobiliários, produtos com cotas negociadas em Bolsa e que compram prédios residenciais e comerciais, shoppings e terrenos, por exemplo.

"Mas o investidor precisa tomar cuidado para não ter uma exposição excessiva a imóveis. Tem que diversificar", diz Levy.

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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]