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Características são muito parecidas, segundo especialista

O Estado de S. Paulo, Imóveis, 15/abr

Não são apenas as três primeiras posições na pesquisa divulgada pela plataforma Moving Imóveis que une os bairros de Pinheiros, Vila Mariana e Perdizes. De acordo com o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Alberto Ajzental, as três regiões têm boa infraestrutura e potencial de novos empreendimentos.

"São bairros que mesclam bem a questão da residência, comércio e área de escritório", diz Ajzental. "Além disso, existem muitas faculdades e um ótimo acesso ao metrô de São Paulo." O professor lembra que Perdizes, apesar de não ter transporte público subterrâneo, vai ter uma estação da Linha 6 - Laranja.

Outra semelhança destacada por Ajzental está na localização dos três bairros. "Tanto Pinheiros, quanto a Vila Mariana e Perdizes estão numa área central e dentro do anel formado pelas duas Marginais", diz. Segundo ele, essas características apresentam um bom acesso viário, tanto para entrar quanto para sair dos locais.

Apesar de serem os mais procurados, os três bairros não são os mais caros da capital paulista. "Essas são regiões desejadas, mas são as que cabem no bolso das pessoas", diz o professor da FGV.

Segundo ele, existem lugares muito mais caros no perímetro de São Paulo, como é o caso da Vila Nova Conceição, localizada próxima ao Parque do Ibirapuera e à Vila Olímpia. Para Ajzental, os locais mais caros são pontos específicos da cidade. "Os locais de mais luxo estão presentes em partes bem particulares dos bairros de Higienópolis, Moema e Ibirapuera."

Públicos. Além do pódio da pesquisa, alguns bairros da lista divulgada pelo Moving apresentam semelhanças entre si. É o caso das regiões do Tatuapé e Santana, por exemplo, que são referências para as zonas leste e norte, respectivamente.

"São desejos de públicos específicos", afirma Ajzental. "As pessoas que procuram esses bairros gostam muito dos costumes e hábitos daquela região." • Infraestrutura "Pinheiros, Vila Mariana e Perdizes são bairros que mesclam bem a questão da residência, comércio e área de escritório" Alberto Ajzental PROFESSOR DA FGV/SP No caso do Tatuapé, o professor chama atenção para a possível influência da área de Anália Franco.

Outros bairros semelhantes, para o professor da FGV, são Jardins e Higienópolis. "Não têm potencial de crescimento, mas é maduro e estável, têm muita oferta de tudo", afirma. Essas áreas são mais caras que as demais, mas segundo Ajzental apresentam boa sustentação de preço.

Apesar de terem características dos três primeiros lugares, Moema e Campo Belo, para o professor, despontarão nos próximos anos, devido às inaugurações da Linha 5 - Lilás do metrô de São Paulo.

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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]