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1.802 unidades residenciais foram comercializadas em abril

Investimentos & Notícias, Economia, 13/jun

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), apurou a comercialização de 1.802 unidades residenciais novas no mês de abril - resultado 31% inferior ao do mês de março (2.613 unidades vendidas), mas 48,7% superior a abril de 2017, quando foram comercializadas 1.212 unidades.

No acumulado de 12 meses (maio de 2017 a abril de 2018), foram vendidas 27.319 unidades, um aumento de 70,8% em comparação ao mesmo período de 2017 (maio de 2016 a abril de 2017), quando as vendas totalizaram 15.997 unidades.

Recuperação - A conjuntura do mês de abril inclui alguns aspectos importantes para o setor imobiliário, como a expressiva elevação dos postos de trabalho na construção civil - 37.324 contratações de janeiro a abril -, invertendo a tendência de queda registrada durante quatro anos consecutivos. "Vale destacar que a atividade de construção de novas edificações foi a principal responsável pela reação no nível de emprego do setor, o que é bastante positivo", diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, acrescentando entre os fatores relevantes do mês a adoção, pelos bancos, de taxas de juros mais baixas nos financiamentos imobiliários.

O ritmo de comercialização de novas unidades nos primeiros quatro meses do ano continua positivo, com 7.555 unidades vendidas. "Este foi o melhor resultado do quadrimestre dos últimos cinco anos", ressalta Flávio Prando, vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing da entidade.

Lançamentos - De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), a cidade de São Paulo registrou, em abril de 2018, o volume de 1.181 unidades residenciais lançadas - 6,7% inferior ao resultado de março (1.266 unidades) e 11,6% acima do total de abril de 2017 (1.058 unidades).

No acumulado de maio de 2017 a abril de 2018 (12 meses), foram lançadas 31.299 unidades residenciais na cidade de São Paulo, 53,5% acima das 20.386 unidades do período anterior (maio de 2016 a abril de 2017).
As 3.536 unidades lançadas no período de quatro meses deste ano correspondem a 46,8% do total comercializado. Com isso, houve redução na oferta disponível de unidades não vendidas na capital, encerrando o mês de abril com 18.313 imóveis.

O índice VSO (Vendas Sobre Oferta) acumulado de 12 meses atingiu 51,4% em abril, comportamento que não era registrado desde junho de 2014. "O resultado está relacionado, principalmente, ao bom desempenho de comercialização de imóveis econômicos. Porém, os produtos com maior valor agregado, destinados à classe média alta e alta, também começaram a influenciar o indicador", afirma Prando.

Expectativas - Para os próximos meses, renovam-se as expectativas com relação ao mercado, que deverá ser impactado positivamente por recentes medidas. "Algumas decisões podem dar vigor ao mercado imobiliário, como a calibragem da Lei de Zoneamento de São Paulo e a retomada da aprovação de projetos após a derrubada, pelo Tribunal de Justiça, da liminar que impedia o uso do 'direito de protocolo' na Capital", diz Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação Imobiliária e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

Outra importante medida, que contribui para melhorar o ambiente de negócios, foi a aprovação, pelo plenário da Câmara dos Deputados, no último dia 6 de junho, do PL 1220/2015, que disciplina os distratos (rescisão unilateral de contrato de compra e venda).

"O texto aprovado procurou conciliar a segurança jurídica ao mercado com os direitos dos consumidores, o que é bastante positivo", destaca o presidente da entidade, Flavio Amary. "O Secovi-SP atuou intensamente em busca de regulamentação para a questão, porque defende a atividade imobiliária, que gera emprego, e o comprador de boa-fé", complementa, lembrando que o texto segue agora para aprovação no Senado e, em seguida, para sanção presidencial.

Outros dados - A capital paulista encerrou o mês de abril com a oferta de 18.313 unidades disponíveis para venda. Esta oferta é formada por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (maio de 2015 a abril de 2018). Houve redução de 5,1% em relação a março de 2018 (19.307 unidades) e de 18,7% em comparação a abril de 2017 (22.528 unidades).

Os imóveis de 2 dormitórios destacaram-se no mês de abril em todos os indicadores: vendas (1.410 unidades), lançamentos (942 unidades), oferta (10.000 unidades), VGV (R$ 402,0 milhões) e desempenho de vendas, com VSO de 12,4%.

Unidades com menos de 45 m² de área útil destacaram-se em quase todos os indicadores de vendas (1.011 unidades), de quantidade ofertada (6.781 unidades), de VGV (R$ 279,8 milhões) e melhor desempenho de comercialização, com VSO de (13,0%). A maioria dos lançamentos foi de imóveis com metragem entre 45 m² e 65 m² (592 unidades), seguida por imóveis menores que 45 m² (310 unidades).

Preço e localização - Imóveis com preços até R$ 240.000,00 registraram maior quantidade de vendas (955 unidades) e melhor VSO (17,4%). Aqueles com preços de R$ 240.001,00 a R$ 500.000,00 predominaram nos lançamentos (552 unidades) e na oferta (6.560 unidades).

No mês de abril, a zona Oeste destacou-se com o maior número de lançamentos (617 unidades), de vendas (537 unidades), de oferta (4.780 unidades) e VGV (R$ 305,7 milhões). O melhor VSO (11,4%), porém, foi registrado na zona Norte da cidade de São Paulo.

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