Notícias do setor

Even tem capacidade para lançar R$ 2 bilhões

Valor Econômico, Chiara Quintão, 26/abr

A Even Construtora e Incorporadora tem capacidade operacional, terrenos e caixa para lançar até R$ 2 bilhões em 2019, depois de quatro anos apresentando ao mercado projetos que somaram em torno de R$ 1 bilhão por ano. Mas o diretor financeiro e de relações com investidores, Vinícius Mastrorosa, deixa claro que não se trata de meta e que o Valor Geral de Vendas (VGV) a ser lançado dependerá do mercado.

No primeiro trimestre, a companhia apresentou R$ 785 milhões, incluindo os lançamentos de São Paulo e Porto Alegre. O maior projeto, o Fasano Itaim Residencial, desenvolvido na zona Sul da capital paulista, tem VGV de R$ 578,72 milhões. Trata-se, de acordo com o executivo, do maior projeto já lançado pela Even. Até 15 de abril, 52% das unidades desse empreendimento de altíssimo padrão tinham sido vendidas.

"O Fasano Itaim representa nosso foco no desenvolvimento de produtos fantásticos desde a entrada do fundo [a gestora Nova Milano] na companhia em 2015", afirma o diretor de relações com investidores. O terreno para o empreendimento foi comprado em meados de 2016. Durante dois anos e meio, a Even desenvolveu o projeto, fechou a parceria com o grupo Fasano e obteve as licenças necessárias para o empreendimento.

Nos próximos dois anos, o alto padrão deve ser o segmento em que a Even vai apresentar mais projetos, principalmente na cidade de São Paulo.

Boa parte das incorporadoras de capital aberto elevou lançamentos e vendas no primeiro trimestre. O diretor de relações com investidores ressalta que há demanda reprimida por imóveis e "ambiente mais seguro" para a tomada da decisão de compra, com a combinação de juros baixos, inflação controlada e "recuperação lenta, mas acontecendo".

De janeiro a março, as vendas líquidas da companhia cresceram 156%, na comparação anual, para R$ 505 milhões. A empresa mantém a expectativa de voltar à lucratividade neste ano. A última vez em que a Even registrou lucro líquido anual foi em 2016.

O diretor de relações com investidores afirma que os fatores que mais impactavam, negativamente, o balanço da incorporadora ficaram para trás. "Temos menos distratos e um bom nível de provisão para cancelamentos de vendas. Os novos lançamentos possuem margens melhores, as despesas gerais e administrativas estão controladas, e a empresa reduziu sua alavancagem", afirma Mastrorosa.

A incorporadora estima manter o ritmo de aquisição de terrenos de 2018, com a maior parte das compras em permuta. O executivo conta ainda que o patamar de geração de caixa dependerá da venda de estoques prontos.


Envie para um amigo
Imprima este texto
 
 
 
 

webTexto é um sistema online da Calepino

Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]