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Imóvel: os melhores créditos para reforma

Extra, Patricia Vale, 16/set

A busca pela moradia dos sonhos tem ficado mais longe em meio à crise no Rio. Quando tentam vender seu imóvel para comprar outro, muitos têm se deparado com a falta de procura ou ofertas de valor bem abaixo do esperado. Em meio a isso, as pessoas estão optando por adiar a mudança e apostar em melhorias no imóvel.

- Com a crise no mercado imobiliário, tem sido difícil fechar compras e vendas. Mas com a queda na taxa de juros e a maior competição no mercado, o momento é bom para fazer melhorias no imóvel, que exigem um investimento bem menor. Está sendo possível fazer também uma boa negociação nos preços - afirma Filipe Pires, coordenador do MBA em Finanças do Ibmec RJ.

Segundo dados do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/ RJ), houve crescimento de 15% no número de Registros de Responsabilidade Técnica em imóveis residenciais e comerciais, feitos em reformas, de janeiro a agosto deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

- Obras em construções novas estão paradas, mas vimos crescimento em reformas. No residencial é menor, mas deve começar a melhorar agora no segundo semestre, quando as pessoas querem fazer melhorias para o fim do ano - avalia Fernando Mendes, coordenador da Comissão de Exercício Profissional do CAU/RJ.

Antes de iniciar a reforma, é necessário ter em mente qual é o objetivo. Se for continuar no imóvel e melhorar o bem estar nele ou se é investir em melhorias para vender em melhores condições no mercado no futuro. No segundo caso, os especialistas acreditam que o mercado está saindo do período de baixa, mas alertam que ainda não há perspectivas para valorização, o que pode deixar esse retorno para daqui a alguns anos.

- Os preços de imóveis no Rio começaram a cair mais devagar, mas ainda estão caindo. A expectativa é que no ano que vem os preços parem de se desvalorizar. Só depois disso poderia começar uma valorização. Mas para retomar os preços pré-crise não há expectativa ainda - afirma Bruno Oliva, pesquisador da FipeZap.

Se você decidiu investir na reforma, mas não tem recursos para isso, é preciso avaliar qual é o melhor crédito a ser tomado com esse objetivo. Em meio à estagnação no mercado de compra e venda, as pessoas estão optando por adiar a mudança e melhorar o imóvel Alguns bancos possuem linhas específicas para obras e reformas, mas há especificações para esse uso. Entre as opções de crédito pessoal mais barato está o consignado ou com garantia real.

- É necessário fazer uma boa pesquisa para saber qual opção cabe mais no prazo e montante desejados com o menor juro. O que não se pode é pegar crédito de curto-prazo, como cheque especial e cartão de crédito. Os juros são muito altos e não são para serem usados nesses casos - afirma Myrian Lund, professora dos MBAs da Fundação Getúlio Vargas.

Fintechs e bancos digitais dão alternativas

A recomendação dos especialistas é não buscar crédito somente nos grandes bancos, mas também em bancos digitais e fintechs, que podem oferecer juros mais atrativos. Na fintech Creditas, especializada em crédito com garantia real, por exemplo, o empréstimo para reforma é o terceiro maior motivo de solicitações. E de janeiro a setembro de 2019, houve um aumento de 96% de solicitações em relação ao mesmo período de 2018.

- Com a crise, as pessoas postegaram reformas, e estamos vendo um aumento no número de pedidos de crédito para isso - afirma Fabio Zveibil, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Creditas.

Consórcios são caminho para quem não poupa

Alguns bancos oferecerem a opção de consórcio para fazer obras e reformas. Segundo especialistas, essa, em geral, não é a melhor escolha financeira. Mas pode ser uma boa opção para quem tem dificuldade de juntar dinheiro, não tem pressa para fazer as melhorias e não consegue linhas mais baratas de crédito.

- Os consórcios podem ser uma boa ideia para quem não consegue juntar dinheiro. A vantagem é que só se paga a taxa de administração da conta no resgate dos recursos, quando ele é sorteado. Além disso, muitas vezes essa taxa é menor que juros cobrados em algumas linhas de crédito - afirma Filipe Pires, coordenador do MBA do Ibmec RJ.

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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]