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PIB do setor interrompe cinco quedas consecutivas

Valor Econômico, Chiara Quintão, 06/dez

Depois de queda acumulada de 30%, no período de 2014 a 2018, o Produto Interno Bruto (PIB) da construção fechará 2019 com crescimento de 2% e terá expansão de 3%, em 2020, segundo projeções do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e da Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano passado, o PIB da construção caiu 3,8% e, em 2017, teve retração de 9,2%.

O consumo das famílias teve forte contribuição para o aumento do PIB da construção neste ano. Autoconstrução e reformas responderam por 3% de crescimento, serviços especializados, por 2,5%, e infraestrutura, por 1%. Não se espera que o segmento de edificações tenha apresentado expansão, em 2019, pois a retomada do mercado imobiliário só passou a se refletir nos indicadores de atividades nos últimos meses deste ano.

Em 2020, o desempenho continuará a ser puxado por autoconstrução e reformas, mas há expectativa de crescimento de edificações residenciais e de outros segmentos. Já obras de infraestrutura devem manter ritmo lento de recuperação.

Segundo a coordenadora de projetos da construção da FGV, Ana Maria Castelo, apesar da melhora em 2019, a percepção dos empresários do setor ainda é pessimista. Levantamento da FGV aponta que o pior momento do indicador de situação atual foi em maio de 2016. De acordo com Ana, o fator considerado mais limitante à melhoria dos negócios, no momento, é a demanda insuficiente. Em 2010, o principal ponto era falta de mão de obra qualificada.

Já o índice de confiança do setor, também calculado pela FGV, em relação a um ano atrás, indica melhora fora do Minha Casa, Minha Vida e piora dentro do programa habitacional.
Na avaliação do vice-presidente de economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, o financiamento imobiliário para a baixa renda precisa ser redesenhado, considerando-se o cenário de desemprego elevado, sub-emprego e de o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) estar sendo visto como distributivo. No entendimento de Zaidan, os recursos para 2020 estão assegurados, mas há preocupação com os anos seguintes.

O representante setorial ressaltou que quanto mais perto dos grandes centros, onde se concentra o déficit habitacional, a situação é mais complicada. Zaidan citou que a economia ainda não tem o dinamismo que se espera e que as reformas ainda estão em andamento.

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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]