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Mercado espera por retomada rápida

O Estado de S. Paulo, Especial Top Imobiliário, 31/jul

A Lopes manteve a tradição e mais uma vez ocupa o primeiro lugar no ranking Vendedoras do Top Imobiliário, prêmio oferecido pelo Estadão aos destaques do mercado imobiliário, com base em dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp).

O levantamento feito pela consultoria mostra que, em 2019, a Lopes participou da intermediação de 55 lançamentos na capital paulista com 11.538 unidades, correspondendo a 1.106.154 m² de área construída e R$ 6,07 bilhões em valor global de vendas (VGV).

As vendas feitas pela empresa na capital e Região Metropolitana resultaram em uma receita de R$ 2,8 bilhões, representando um crescimento de 40% em relação ao ano anterior, de acordo com a diretora executiva da Lopes, Mirela Parpinelle.

Os resultados divulgados pela companhia mostram que o quarto trimestre de 2019 concentrou quase 45% do total de lançamentos de toda a empresa, somando R$ 5,8 bilhões, um volume 17% maior que o registrado no mesmo período de 2018. Foram 58 projetos, com 10.034 unidades, dos quais 86% se concentraram no Estado de São Paulo e, destes, 71% na capital. Para a empresa, os números mostram que a retomada do mercado esteve concentrada na capital.

"Para 2020, estávamos projetando um crescimento de 45%, mas a pandemia ocorreu logo depois do carnaval e, para o mercado imobiliário, o ano começa depois dessa época", afirma Mirela, a respeito do impacto da crise provocada pela pandemia sobre a empresa.

No entanto, o setor está otimista em relação ao segundo semestre. "Todo o mercado acredita em uma retomada em V, rápida. A grande maioria dos incorporadores está capitalizada e com muitos projetos na prateleira, prontos para serem lançados, afirma Herbert Braz, presidente da Abyara e vice-presidente do grupo Brasil Brokers.

Em segundo lugar no ranking, a empresa participou de 30 lançamentos, que somaram 5.960 unidades e um valor geral de vendas (VGV) total de R$ 3,57 bilhões, segundo a Embraesp. "Vendemos R$ 1,7 bilhão no ano passado", diz Braz sobre a atuação na capital paulista, onde o grupo deixou de operar com a marca Brasil Brokers no ano passado.

Mesmo admitindo que ainda existe insegurança em relação ao emprego e à retomada da economia, o que pode inibir a compra de um imóvel, o executivo afirma que a previsão é de haver, neste semestre, 35 lançamentos, representando mais de R$ 5 bilhões em VGV e próximo de 10 mil unidades. "Esse é o nosso pipeline. E a tendência é que isso aumente", diz. De acordo com o executivo, a empresa já participou de dois lançamentos em julho.

Cenário. "Este ano começamos muito bem. Janeiro e fevereiro foram os melhores dos últimos cinco anos, depois veio a quarentena e as coisas pararam. Mas, em junho, houve uma retomada que mostrou números mais próximos da normalidade, mesmo com o baixo volume de lançamentos", afirma Gonzalo Fernandez, sócio-diretor da Fernandez Mera.

"Por causa do desempenho desses meses, conseguimos fechar o semestre com crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado", acrescenta Fernandez.

Quinta colocada no ranking, a Fernandez Mera participou de 16 lançamentos em 2019, que somam 318,5 mil metros quadrados de área construída, 2.239 unidades e valor geral de vendas de R$ 1,57 bilhão. De acordo com Fernandez, a empresa cresceu, no ano passado, 93% em vendas, e ele prevê que o desempenho vai melhorar até o fim do ano.

Números do Sindicato da Habitação (Secovi) mostram que em abril foram comercializadas 1.923 novas unidades. Em maio, o número subiu para 2.405, alta de 25% em relação a abril, e chegou a 2.984 em junho, 24,1% a mais do que no mês anterior. Ainda assim, o desempenho em junho está 56% abaixo do mesmo mês do ano passado.

Lopes, Abyara e Fernandez Mera são as únicas participantes do ranking Vendedoras que não são "houses", ou seja, não têm participação de incorporadora ou construtora.

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