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Investimento em imóveis tem alta

O Dia, Economia, 30/ago

Com a crise provocada pela pandemia, muitos imóveis tiveram o valor de venda reduzido. Essa foi uma das alternativas encontradas por imobiliárias de todo o país para manter o mercado aquecido. Após os novos cortes na taxa Selic, medida tomada pelo Banco Central, aos poucos o setor retoma suas operações. Segundo os dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), houve um aumento de 6,7% no número de unidades vendidas no primeiro trimestre deste ano, o que representa um volume de 29,2 mil imóveis comercializados no período.

Em muitos casos, é comum que os compradores estejam interessados em viver de renda fixa, por meio da locação, como revela o Raio-X FipeZap. Segundo o último levantamento, até o primeiro trimestre de 2020, o interesse das pessoas em adquirir imóveis como forma de investimento havia se mantido em 44% em 12 meses.

"Realmente é um investimento muito mais seguro em relação a outros tipos de aplicação. Aliás, esse é um bom momento para quem pretende iniciar neste segmento. Porém, é preciso estar atento a fatores importantes como a localização dos imóveis e a possibilidade de valorização futuramente", explica Sérgio Mendes, proprietário da Sérgio Mendes Imobiliária.

Ainda segundo o profissional, que atua há 58 anos no setor, neste momento, uma das regiões que merecem atenção por parte do comprador é a Zona da Leopoldina. "Bairros como Bonsucesso e Olaria são excelentes opções. São áreas bastante procuradas, justamente pelo fácil acesso ao Centro além de ter comércio farto e muitas opções de transporte", afirma Mendes. O empresário destaca outro ponto importante que deve ser levado em conta pelo futuro investidor. "Este tipo de operação só vale à pena se a pessoa tiver a convicção que não vai residir no imóvel", conclui.

A busca por imóveis comerciais e galpões também vem sendo retomada, porém num ritmo ainda menor. De qualquer forma, de acordo com especialistas, em média um proprietário de escritório, loja ou galpão recolhe renda de 9,6% ao ano com a locação de cada unidade.

Atenção redobrada para o risco de vacância

À medida que outras formas de aplicação incluem uma grande volatilidade, o setor imobiliário se mantém estável. Neste cenário, uma dica importante é estar atento ao risco de vacância, que é quando o imóvel fica desocupado por muito tempo.

Outra observação, é que no Brasil, os contratos de aluguel são reajustados tradicionalmente pelo INCC ou pelo IGP-M, dois índices de inflação. Isso significa que a cada ano o valor pago pelo inquilino subirá na mesma proporção que o preço das coisas também subirem. As taxas também podem resultar em um novo reajuste ao final do contrato.

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Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]