Notícias do setor

Para IFI, FGTS acresce 0,26 ponto ao PIB ainda este ano

Valor Econômico, Lu Aiko Otta, 13/ago

A liberação de parte dos saldos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deverá acrescentar ao Produto Interno Bruto (PIB) ainda neste ano 0,26 ponto percentual. O cálculo é da Instituição Fiscal Independente (IFI) e consta do Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) divulgado ontem.

Em 2020, o impacto seria um pouco maior, de acordo com a instituição: 0,59 ponto percentual. Os dados consideram que os brasileiros sacarão integralmente os R$ 42 bilhões liberados.

O volume, diz o relatório da IFI, "é considerável e tem potencial para conferir estímulo importante ao PIB, caso seja efetivamente utilizado para consumo e redução de endividamento das famílias".

Para o diretor-executivo da IFI, Felipe Salto, a liberação dos recursos do Fundo de Garantia pode contribuir para a formação de um quadro mais benéfico neste semestre. Ele comentou que o cenário ainda está muito ruim, como reforça o resultado do IBC-Br divulgado ontem: queda de 0,13% no segundo trimestre do ano - apontando para recessão técnica, embora a maior parte dos economistas descarte essa possibilidade.

"Mas talvez tenhamos de tirar um pouco o olho do retrovisor", disse. "Pode ser que no segundo semestre já se veja reação um pouco maior."

O avanço das reformas, o consenso no Congresso Nacional em torno da criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e a perspectiva de aprovação de matérias econômicas podem atuar pelo canal das expectativas e "potencializar os efeitos dos juros baixos", comentou Salto. Ele observou que a economia opera com ociosidade.

De todo o cenário difícil para as contas públicas, Salto aponta para os dois únicos dados positivos. O primeiro é que a receita evoluiu positivamente em junho, o que pode ser um sinal de reação. O segundo é que a dívida bruta parece estar estável. Ele pondera que as devoluções de recursos do BNDES e o efeito do câmbio podem explicar essa situação. Do ponto de vista estrutural, a perspectiva é de crescimento da dívida bruta até 2026, para então começar a cair.

Envie para um amigo
Imprima este texto
 
 
 
 

webTexto é um sistema online da Calepino

Matéria impressa a partir do site da Ademi Rio [http://www.ademi.org.br]