Ultrarricos descolam imóveis de luxo da crise do alto padrão em SP

em Portas, 2/julho

Mesmo com estoque elevado no alto padrão, o topo do mercado segue aquecido por escassez, pagamento sem financiamento e busca por exclusividade.

O mercado de alto padrão em São Paulo enfrenta sinais de estagnação, mas o segmento de luxo voltado a ultrarricos opera com dinâmica própria. Segundo dados citados pela Forbes, os “Ultra-High-Net-Worth Individual”, pessoas com patrimônio líquido superior a US$ 30 milhões, já somam 713 mil no mundo. É um crescimento de 30% em 5 anos.

Segundo o Secovi-SP, unidades com mais de quatro dormitórios chegaram a 26 meses de estoque na capital, enquanto imóveis acima de 180 m² ficaram em 23 meses. É o pior patamar de estoque desde 2017. No topo, porém, o mercado continua aquecido.

Entre os ultrarricos, a decisão de compra depende menos de crédito e mais de patrimônio, localização e diferenciais. Fontes do setor ouvidas pela Forbes apontam que imóveis acima de R$ 10 milhões ou R$ 20 milhões seguem mais resilientes, especialmente em bairros como Jardins, Itaim Bibi e Vila Nova Conceição.

Preço subiu, mas demanda não sumiu

A referência de preço mudou rapidamente. Antes de 2020, um metro quadrado de R$ 30 mil era visto como o patamar mais alto do luxo paulistano. Hoje, incorporadoras citam imóveis de R$ 60 mil a R$ 70 mil por m², com casos que chegam a R$ 80 mil.

Mesmo nesse patamar, a demanda permanece ativa. A Lucio Incorporadora informou que vendeu 70% das unidades do Enora Residence em menos de um ano, em um produto acima de R$ 50 mil por m² e com cobertura chegando a R$ 70 mil por m².


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