Um total de 10.301 unidades residenciais novas foi comercializado em julho na cidade de São Paulo, aumentos de 10,7% em relação a junho, e de 67,4% em relação a julho de 2025. Em 12 meses (agosto de 2025 a julho de 2026), as vendas na capital paulista acumulam 118,1 mil unidades vendidas, um aumento de 6% em relação às 111,7 mil comercializadas no mesmo período imediatamente anterior.
Os dados são da pesquisa mensal do mercado imobiliário, realizada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) junto às incorporadoras associadas àquela entidade.
Em julho, foram lançadas 8.354 unidades residenciais novas, representando queda de 33,5% em relação a junho, mas aumento de 45,9% na comparação com julho de 2025. No acumulado de 12 meses, foram lançadas 146,3 mil unidades, elevação de 18% em relação às 123,9 mil lançadas no mesmo período imediatamente anterior.
VGV e VSO
O VGV (Valor Global de Vendas) totalizou R$ 4,5 bilhões em julho, elevações de 6% em relação a junho, e de 11% na comparação com julho de 2025. No acumulado de 12 meses até julho, atingiu R$ 60,9 bilhões, queda de 2% em relação aos R$ 62,4 bilhões do mesmo período imediatamente anterior (valores atualizados pelo INCC-DI, referentes a julho de 2026).
O indicador VSO (Vendas Sobre Oferta), que apura a porcentagem de vendas em relação ao total de unidades ofertadas, atingiu 10,2% em julho, aumentos de 10,9% em relação a junho, e de 15,9% em relação a julho de 2025. No acumulado de 12 meses, o VSO foi de 56,3%, elevação de 5% em relação ao acumulado até junho, mas queda de 10% na comparação com o acumulado até julho de 2025.
O mercado imobiliário da capital paulista encerrou julho com a oferta de 90 mil unidades disponíveis para venda, composta por imóveis na planta, em construção e prontos, lançados nos últimos 36 meses. Em julho de 2025, eram 63,7 mil as unidades disponíveis.
O VGO (Valor Global da Oferta) totalizou R$ 66,8 bilhões no mês – valores atualizados pelo INCC-DI.
Dormitórios, área útil e preços
Os imóveis de 2 dormitórios destacaram-se no mês de julho em todos os indicadores: 64% das unidades lançadas (5.373 unidades), 71% das vendas (7.355 unidades), 56% da oferta (51.042 unidades), 59% do VGV (R$ 2,6 bilhões), 32% do VGO (R$ 21,7 bilhões) e o maior VSO de (12,6%).
Imóveis na faixa de 30m² e 45m² de área útil lideraram em quase todos os indicadores: 61% dos lançamentos (5.111 unidades), 67% das vendas (6.896 unidades), 52% da oferta (47.104 unidades), o maior VGV com 49% (R$ 2,2 bilhões) e o maior VSO (12,8%). Os imóveis com metragem superior a 180 metros quadrados registraram o maior VGO com 30% do total (R$ 19,9 bilhões).
Os imóveis com preço entre R$ 275 mil e R$ 400 mil lideraram com 45% os lançamentos (3.727 unidades), 46% das vendas (4.770 unidades), a maior oferta 44% (39.681 unidades) e o maior VGV (R$ 1,6 bilhão). O maior VGO com participação de 27% (R$ 18,1 bilhões). O maior VSO (15,3%) foi dos imóveis com preços abaixo de R$ 275 mil.
Minha Casa e outros mercados
Em julho, 83% das unidades lançadas e 76% das unidades vendidas foram enquadradas nas faixas 1, 2 e 3 do Programa Minha Casa Minha Vida, correspondendo, em termos absolutos, a 6.960 unidades lançadas e 7.861 unidades vendidas. A oferta disponível para a venda deste tipo de imóvel somou 52.559 unidades (58%), com VSO de 13%.
Os outros mercados registraram 1.394 unidades lançadas, 2.440 unidades vendidas, oferta final de 38.048 unidades e VSO de 6%.
Zonas da cidade
A zona Leste liderou nos lançamentos, com 42% de participação (3.522 unidades) e vendas com 35% (3.570 unidades). A zona Sul, maior oferta final 34% (30.476 unidades) e em VGV 29% (R$ 1,3 bilhão).
O maior VGO foi registrado na zona Oeste 39% (R$ 25,9 bilhões). E o maior VSO foi no Centro (14,5%).