Centro do Rio concentra todas as grandes locações de escritórios no segundo trimestre, aponta consultoria

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 20/julho

Ao todo, foram negociados quase 23 mil metros quadrados em novos contratos durante o trimestre, com 100% das transações concentradas no Centro.

O Centro do Rio consolidou sua posição como principal destino do mercado de escritórios de alto padrão na capital fluminense. Levantamento da consultoria Cushman & Wakefield aponta que todas as grandes locações registradas no segundo trimestre de 2026 ocorreram na região, movimento que reforça a recuperação do segmento de lajes corporativas e a centralidade da área para empresas em expansão.

Ao todo, foram negociados 22.971 metros quadrados em novos contratos durante o trimestre, com 100% das transações concentradas no Centro. O desempenho também se refletiu na absorção líquida – indicador que mede a ocupação efetiva dos escritórios – que alcançou 15.186 metros quadrados no período, superando o resultado dos três primeiros meses do ano.

O Centro respondeu sozinho por 17.572 metros quadrados de absorção líquida, consolidando-se como o principal polo de liquidez do mercado corporativo carioca. Segundo a Cushman & Wakefield, o resultado reflete uma combinação de preços competitivos, ampla oferta de espaços e maior interesse de empresas por edifícios de padrão mais elevado localizados na região central.

O setor de tecnologia liderou a demanda por escritórios, com 10.232 metros quadrados locados, seguido pelo segmento financeiro, responsável por 8.252 metros quadrados.

Entre as maiores operações do trimestre, o destaque ficou para o Nubank, que alugou 6.872 metros quadrados no empreendimento Vista Mauá. A Dataprev também foi responsável por duas das principais transações do período, ocupando 6.615 metros quadrados na Torre Leste e outros 3.617 metros quadrados na Torre Oeste do Ventura Corporate. Completam a lista a Wilson Sons, com 2.494 metros quadrados na Torre Almirante, além da Deloitte e da Qualicorp, que também fecharam contratos no Vista Mauá.

Apesar da aceleração das locações, os preços permaneceram praticamente estáveis. O valor médio pedido pelos escritórios de alto padrão no Rio encerrou o trimestre em R$ 79,11 por metro quadrado ao mês. No Centro, a média foi de R$ 82,39 por metro quadrado, enquanto a Zona Sul segue como o mercado mais valorizado da cidade, com preços médios de R$ 160 por metro quadrado.

O estudo considera apenas edifícios corporativos Classe A e A+ e divide o mercado carioca em seis submercados: Centro, Porto, Cidade Nova, Orla, Barra da Tijuca e Zona Sul.


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