Cury vende R$ 1,8 bi no 3T26 e chega a 30 trimestres seguidos de caixa positivo

em Investidor 10, 8/outubro

O preço médio dos imóveis lançados subiu 12% entre julho e setembro, ritmo acima do avanço do volume colocado no mercado.

A Cury (CURY3) manteve o ritmo forte das operações no terceiro trimestre de 2026. Segundo prévia operacional divulgada nesta quinta-feira (8), a construtora registrou vendas líquidas de R$ 1,8 bilhão entre julho e setembro, crescimento de 10,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O resultado confirma a consistência comercial da companhia, uma das principais incorporadoras do país voltadas ao segmento econômico.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, as vendas líquidas somaram R$ 6,39 bilhões, avanço de 3,1% frente ao mesmo intervalo de 2025.

Lançamentos crescem 6,9% e preço médio sobe 12%

Do lado dos lançamentos, a Cury colocou no mercado oito novos empreendimentos no trimestre, que somam 6.503 unidades.

O VGV (Valor Geral de Vendas), indicador que estima o potencial de receita dos projetos lançados, alcançou R$ 2,12 bilhões, alta de 6,9% na comparação anual. Desse total, R$ 1,86 bilhão corresponde à participação da própria Cury, o equivalente a 87,5% do valor lançado.

Um dos destaques do período foi o avanço do preço médio das unidades. Os imóveis lançados no trimestre tiveram valor médio de R$ 326,5 mil, aumento de 12% em relação ao terceiro trimestre de 2025, ritmo superior ao crescimento do volume lançado.

A VSO (Vendas sobre Oferta), indicador que mede a rapidez com que a companhia consegue vender os imóveis disponíveis, apresentou movimentos em direções opostas no trimestre. A VSO bruta chegou a 43,6%, alta de 0,2 ponto percentual em um ano. Já a VSO líquida, que desconta os distratos, recuou 0,9 ponto, para 39,7%.

No acumulado do ano, a VSO líquida ficou em 67,3%, redução de 2,5 pontos percentuais em relação aos nove primeiros meses de 2025.

Cury completa 30 trimestres seguidos de geração de caixa

A geração de caixa operacional foi outro ponto positivo da prévia. Entre julho e setembro, a construtora gerou R$ 253,6 milhões, crescimento de 8,8% sobre os R$ 233,1 milhões registrados um ano antes.

Com o resultado, a Cury chegou a 30 trimestres consecutivos de geração de caixa positiva, uma sequência que reforça a solidez financeira da companhia em um setor sensível ao custo do crédito.

No acumulado de 2026, a geração de caixa somou R$ 491,8 milhões, alta de 35,8% em relação aos R$ 362,2 milhões contabilizados nos nove primeiros meses do ano anterior.

Estoque está quase todo concentrado em obras em andamento

A companhia terminou setembro com 7.956 unidades em estoque, avaliadas em R$ 3,10 bilhões. A maior parte desse valor, 98%, corresponde a imóveis em construção, enquanto apenas 2% se referem a unidades já concluídas.

A baixa participação de imóveis prontos no estoque indica que a Cury tem conseguido vender a maior parte de seus empreendimentos ainda durante a fase de obras.

Banco de terrenos cresce 11,8% e soma R$ 26 bilhões

O banco de terrenos, que representa o potencial de lançamentos futuros da companhia, alcançou R$ 26,11 bilhões em VGV potencial, crescimento de 11,8% em relação ao fim do terceiro trimestre de 2025. Esse estoque de áreas tem capacidade para 83.021 unidades.

A distribuição geográfica mostra forte concentração em São Paulo, que responde por R$ 20,16 bilhões desse potencial, o equivalente a cerca de 77% do total.

O Rio de Janeiro reúne os R$ 5,95 bilhões restantes, refletindo o foco da companhia nos dois principais mercados imobiliários do país.


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