Lapa: antigo Hotel Marajó é arrematado por R$ 2,2 milhões e pode virar restaurante vizinho à Escadaria Selarón

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 8/outubro

Prédio fechado desde 2023 é mais um ativo negociado em área que começa a atrair novos projetos imobiliários e terá revitalização da Prefeitura do Rio.

O mercado está de olho, e já começa a fazer negócio, no entorno da Escadaria Selarón, na Lapa. O ativo da vez foi o prédio que abrigava o antigo Hotel Marajó, arrematado em leilão por R$ 2,2 milhões. Fechado desde o fim de 2023, o imóvel deve ganhar uma operação gastronômica.

Com três andares e cerca de mil metros quadrados, o edifício abrigava mais de 30 apartamentos. Estava anunciado em uma plataforma de leilões desde 2024. Segundo informações da região, o comprador pretende explorar justamente o perfil do endereço, cercado por bares e a poucos metros de um dos pontos turísticos mais conhecidos do Rio.

Região começa a atrair novos projetos

O negócio acontece enquanto a Prefeitura prepara uma revitalização da Rua Joaquim da Silva, com a criação de um boulevard, novo mobiliário urbano e iluminação. A obra terá investimento de R$ 1,7 milhão e inclui 227 metros de nova pavimentação, requalificação de 114 metros de calçadas e modernização das redes de infraestrutura.

A Direcional também já comprou um grande terreno de esquina em frente à Escadaria Selarón, em negócio revelado em primeira mão pelo DIÁRIO DO RIO. A construtora planeja construir um residencial voltado para moradias de temporada, seguindo a vocação turística da área.

O projeto prevê ainda uma espécie de praça entre o empreendimento e a rua e está sendo desenvolvido pelo arquiteto Sergio Conde Caldas, responsável pelo Jardim de Alah.

Na Rua Teixeira de Freitas, quase chegando à Glória, outro imóvel também mudou de mãos. O Centro Empresarial Arcos da Lapa, da gestora São Carlos, foi vendido para a incorporadora RJDI, que pretende demolir o prédio atual e construir um novo residencial no terreno.

Vale lembrar que qualquer obra na região está sujeita à análise do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH). Por isso, os novos projetos precisam passar pela aprovação do órgão.


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