Mercado imobiliário quebra barreiras e atinge recorde de R$ 264 bilhões em 2025

em Capital News, 22/março

Com 453 mil novos lançamentos em 12 meses, análise exclusiva mostra como o mercado brasileiro sustentou o crescimento através da valorização do metro quadrado e de estratégias de adaptação das construtoras.

O fôlego do mercado imobiliário em 2025 atropelou as projeções mais pessimistas e consolidou um faturamento recorde de R$ 264,2 bilhões. Nem mesmo o crédito restritivo ou a taxa Selic mantida no patamar de 15% foram capazes de frear o setor, que registrou uma alta de 3,5% em comparação ao ano anterior. Os dados, obtidos com exclusividade pela EXAME através do Senior Index e da CBIC, revelam um cenário de resiliência onde o imóvel reafirmou seu papel de porto seguro para o capital brasileiro.

A efervescência desse período também encontrou eco em nichos específicos de alto padrão, onde a busca por apartamentos no paraíso SP se tornou o refúgio de investidores que priorizam a valorização patrimonial acima dos índices de juros. Esses empreendimentos, localizados em uma das regiões mais exclusivas da capital paulista, ajudaram a tracionar o Valor Geral de Vendas (VGV) nacional ao oferecerem unidades que combinam arquitetura de vanguarda e infraestrutura de lazer completa. O dinamismo desse setor reflete a confiança do comprador que enxerga no bairro um ativo sólido, mantendo o ritmo de lançamentos aquecido.

Além da infraestrutura residencial robusta, a conveniência urbana se tornou um diferencial decisivo para quem busca saber o que fazer na zona sul de SP antes de assinar o contrato de compra. A região consolidou-se como um polo de lazer e gastronomia, oferecendo desde caminhadas no Parque do Ibirapuera até roteiros culturais em centros de inovação. Essa diversidade de opções de entretenimento valoriza o metro quadrado local, transformando a experiência de morar em um dos principais atrativos para as famílias que buscam qualidade de vida dentro do pujante mercado paulistano.

No mapa do crescimento regional, a região Sul consolidou sua posição como o novo motor imobiliário do país. Santa Catarina liderou a arrancada com um salto de 14,4% no VGV, impulsionada pela valorização exponencial do litoral norte. Cidades como Balneário Camboriú e Itapema transformaram a escassez de terrenos em metros quadrados de altíssimo valor, enquanto Paraná e Rio Grande do Sul mantiveram desempenhos sólidos e alinhados à média nacional de expansão.

A resiliência do setor ficou evidente na valorização dos ativos acima da inflação, com o índice FipeZap acumulando alta próxima de 8%. No campo das vendas, o volume de 426 mil chaves entregues mostra que a demanda reprimida e a eficiência dos programas habitacionais foram os grandes pilares de sustentação. O programa Minha Casa Minha Vida foi o protagonista absoluto dessa dinâmica, sendo responsável por 52% dos lançamentos e 49% das vendas totais, permitindo que o mercado encerrasse o ano com fôlego renovado para enfrentar 2026.


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