O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com alta de 6,52%, a segunda maior variação dos últimos 11 anos, ficando atrás apenas de 2024, quando os preços avançaram 7,73%. O resultado apresentado pelo Índice FipeZAP mostra a resiliência do setor, mesmo diante da alta taxa de juros registrada ao longo do último ano.
Agora, a pergunta que ecoa entre investidores e famílias é: após um ano positivo, o que esperar do mercado imobiliário em 2026? Vejo que o setor de imóveis entra neste novo ano com um misto de otimismo e cautela.
A previsão de queda dos juros estimada em 12,50% ao final de 2026, a ampliação das linhas de crédito habitacional e o fortalecimento do programa Minha Casa, Minha Vida formam a base de um cenário que devem sustentar a evolução do setor, ainda que em um ano eleitoral.
Somadas a isso, a Reforma Tributária pode antecipar decisão de compra de alguns consumidores, mas os imóveis de investimento e de ticket baixo continuarão com um perspectiva positiva.
Além disso, há o aumento da taxa de locação e valores de aluguel devido ao descompasso entre o preço de venda e a renda das famílias nas capitais. Isso aumentará a demanda de permanência em longo prazo com a de curto prazo substituindo o parque hoteleiro mais antigo.
Assim como menor metragem em imóveis de luxo e superluxo, mas com maior qualidade geral do projeto e mais ênfase em localização; valores ou condições de terrenos possivelmente com maior margem de negociação, grande procura pelo mercado de capitais, maior crescimento de projetos entre marcas em segmentos altos, sempre em busca de se diferenciar em nichos pouco explorados (como aquele para pessoas mais velhas) e, a depender do resultado das eleições, pode haver mais ativação de negócios ou manutenção do ritmo atual são tendências para o ano de 2026.
Desse modo, vindo de um ano de valorização expressiva do mercado imobiliário, a expectativa é que esse movimento continue em 2026.
Juros em queda, a redução gradual das taxas de financiamento e ampliação do limite do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e do uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), tudo isso vai favorecer o mercado que segue como opção segura para moradia e investimento, especialmente em Vitória, uma capital que se valoriza cada vez mais acima da média nacional e que se destaca como a melhor cidade para se viver no Brasil, segundo ranking da Veja com a Austing Rating.