Os preços de venda dos imóveis residenciais mantiveram o ritmo de valorização em julho e continuaram acima da inflação no resultado mensal. Segundo o índice FipeZap, os valores anunciados subiram 0,46% no mês, praticamente repetindo a alta registrada em junho (0,45%). No mesmo período, o IPCA-15, prévia da inflação oficial calculada pelo IBGE, avançou apenas 0,06%.
No acumulado de janeiro a julho, o avanço dos preços de imóveis reduziu a distância em relação à inflação. O índice FipeZap passou de uma alta de 2,42% no fechamento do primeiro semestre para 2,89% com o dado de julho. Já a inflação acumulada, calculada com base no IPCA até junho acrescido do IPCA-15 de julho, passou de 3,62% para 3,43%. Com isso, a diferença entre os dois indicadores caiu de 1,20 ponto percentual para 0,54 ponto percentual.
É importante destacar que a comparação de julho utiliza o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial. O índice cheio do IPCA para o mês ainda será divulgado pelo IBGE e é o indicador oficialmente utilizado para medir a inflação ao consumidor no país.
Como o IPCA-15 veio significativamente abaixo das expectativas e ficou estável em julho, ganhou força a avaliação do mercado financeiro de que o Banco Central deve realizar novo corte na Selic nesta quarta-feira (15), o que levaria a taxa básica de juros para 14% ao ano.
A Selic tem impacto limitado sobre o custo de financiamento imobiliário, uma vez que boa parte do crédito do segmento é subsidiado. No entanto, a redução dos juros, ainda que em ritmo gradual, tende a estimular a demanda por habitação e consumo em geral. E pode beneficiar as classes média e alta, cujas condições de financiamento andam mais perto das taxas de mercado.
Na comparação com o IGP-M, usado como referência em contratos de aluguel, o cenário permaneceu praticamente estável. Entre janeiro e julho, o índice FipeZap acumula alta de 2,89%, enquanto o IGP-M registra avanço de 2,08%, uma diferença de 0,81 ponto percentual. No fechamento do primeiro semestre, essa distância era de 0,85 ponto percentual (2,42% contra 3,27%).
Capitais com maior alta nos preços de imóveis
Entre as capitais, Vitória liderou a valorização acumulada em 2026 nos preços de imóveis, com alta de 8,82% de janeiro a julho, seguida por Manaus (8,43%) e Aracaju (7,00%).
São Paulo registrou avanço de 1,70% no mesmo período, enquanto o Rio de Janeiro acumulou alta de 2,76%. Nos dois casos, as variações observadas são menores do que a inflação e a média nacional do FipeZap.
| Localidade/Índice | Variação acumulada (%) |
|---|---|
| Vitória | +8,82% |
| Manaus | +8,43% |
| Aracaju | +7,00% |
| Salvador | +6,73% |
| Florianópolis | +5,50% |
| Teresina | +5,43% |
| Natal | +5,30% |
| Fortaleza | +5,04% |
| Brasília | +4,54% |
| João Pessoa | +4,45% |
| Campo Grande | +4,35% |
| Belém | +4,20% |
| Recife | +4,13% |
| Goiânia | +3,99% |
| IPCA (com IPCA-15 de julho) | +3,43% |
| Maceió | +3,42% |
| Cuiabá | +3,26% |
| São Luís | +3,16% |
| Média FipeZap | +2,89% |
| Rio de Janeiro | +2,76% |
| São Paulo | +1,70% |
| Curitiba | +0,32% |
| Belo Horizonte | +0,09% |
| Porto Alegre | -0,43% |